O youPIX CON reuniu os mais relevantes creators, veículos, plataformas e líderes da revolução criativa digital para discutir a indústria, partindo de quatro temas: Conteúdo, Negócios, Tendências e Plataformas.

Tivemos um dia inteiro com 35 keynotes internacionais e nacionais, workshops e painéis que vão mudar a sua visão sobre conteúdo e engajamento na internet.

O pacote dá acesso à todo material gravado no youPIX CON por 6 meses: são 35 workshops, painéis e palestras sobre conteúdo digital e social com quem mais entende da coisa. Após a compra, enviaremos a sua senha por email em até 48hs. (Se você já comprou o pacote de streaming, é só acessar o link e a senha enviados na ocasião).

Se antes de comprar você quiser ter um gostinho de algumas dessas atividades, separamos 3 pra você acessar gratuitamente: a do Anders da Hyper Island, o debate "Minas que Criam" e também o debate sobre como precificar o trabalho de influenciadores. Acesse aqui (aproveita que tem um cupom de desconto escondido nesse link, hehehehe) pra assistir gratuitamente! ❤




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Se tem uma palavra que define o youPIX CON 2016, essa palavra é EVOLUÇÃO!

Várias pessoas que estiveram no evento vão discordar, falar que "conexão" foi a palavra, ou "empatia", "nicho", "relacionamento"… mas acho que todas essas estão ligadas diretamente à evolução.

Evolução de um mercado, evolução da sociedade como um tudo, evolução das relações, da publicidade, da diversidade, da nossa visão sobre colaboração, sobre valor, sobre o valor que colocamos no que a gente faz.

Ao longo das 35 palestras e debates que aconteceram no evento, todo mundo expressou uma vontade de olhar pra frente. De literalmente deixar pra trás os velhos conceitos e convenções, em prol da construção de um mundo novo e muito mais inclusivo.

A palestra do Anders Sjöstedt, Diretor da Hyper Island, meio que resume meu pensamento.

Ele diz que o valor de uma empresa não está no que ela faz, e sim no valor que as pessoas percebem no que essa empresa faz.
Pra ilustrar isso, ele usou o exemplo da Folha de SP: o valor do jornal não está na curadoria de informação ou nas notícias que publica, e sim no que essa entrega faz por quem lê o conteúdo: os torna mais bem informados e por isso cria influenciadores. O que é mais sexy? O que é mais do caralho? Uma empresa que produz notícia ou uma empresa que cria influenciadores? Pois é!

Puxando esse exemplo pra TUDO na vida hoje… acho que passamos muito tempo pensando no que fazemos e no valor que aquilo gera pra gente e pouco pensando de fato no que aquilo vai gerar pras pessoas que recebem o que criamos. Se você cria algo que tem uma proposta de valor boa SÓ pra você, a pessoa do outro lado fica chupando o dedo e nenhuma relação ou conexão se cria a partir daí. E não tem dinheiro que mude isso. Inclusive outra frase genial do Anders foi essa:

Marketing é como sexo, só os perdedores precisam pagar por isso.
E não é só o marketing.

Essa pra mim é a nova fronteira, a evolução do pensamento e da missão de marcas, veículos ou creators que estão por aí produzindo conteúdo loucamente. No dia em que a gente sair da órbita do nosso próprio umbigo, vai ficar fácil de perceber quais são as necessidades, anseios e lutas de quem está em volta. E a partir daí a gente para de gastar energia, tempo e dinheiro em bobagens pra criar algo que realmente sirva pras pessoas.

E isso também tem muito a ver com empatia, com diversidade, com nicho. Dois momentos MUITO MUITO MUITO emocionantes (de chorar, de arrepiar, de levar tapa na cara) que rolaram no youPIX CON foram os debates "Minas que criam" e "Representatividade LGBTQ".

Foi muito difícil ouvir alguns depoimentos de creators LGBTQ falando que as marcas tem preconceito de trabalhar com eles. Todos que participaram do painel — MandyCandy, Debora do Canal das Bee, Lorelay Fox, Rita do Tempero Drag e Maicon Santini — foram unânimes em dizer que fazem o que fazem por amor, por que o dinheiro precisam buscar em outros trabalhos. :(

No debate "Minas que Criam", a Gabi do Canal DePretas mandou a letra quando perguntaram se existe diferença entre blogueiras brancas e blogueiras negras: SIM! Tem muita diferença e ela vai nas profundezas do comportamento humano pra exemplificar: "uma mãe preta tem que orientar seu filho desde pequeno pra não andar de capuz a noite e correr. Se ele fizer isso, ele vira um alvo". VRAU!

Nesse mesmo painel, a Jules Faria do Think Olga perguntou pra ThaynaraOG se ele já sofreu com comentários agressivos na internet. Thay contou que quando engordou, a galera começou a dar aquela zuada. Mas ela não se importou: "Estamos na fase da identificação, parem de idealizar as pessoas".

E isso nos levou pra toda uma discussão sobre o que é um influenciador, qual o papel que eles tem hoje, como eles podem trabalham com marcas sem perder a essência, como as marcas podem se abrir pra co-criar com esses caras, como precificar esse relacionamento e muito mais.

Essa discussão mais profunda sobre esse mercado esteve presente nos paineis e também na pesquisa que apresentamos por lá: o primeiro estudo nacional sobre o mercado de influenciadores . Clique aqui pra baixar o pdf e ver alguns dados interessantes da pesquisa.

O Rafael Arty, em sua palestra sobre profissionalização, fez uma provocação que deixou todo mundo bem pensativo na hora: na sua fanpage do Facebook, você publica só seus conteúdos ou também fala sobre você, sobre a sua marca? Sim, creators são marcas, são empresas que começaram a operar a partir do produto (o conteúdo), mas e o planejamento de marca, de negócios? E o resto da empresa? Nesse momento do mercado, vai sobreviver quem tiver esse olhar para o que faz.

Nessa onda, Paulo Cuenca e Dani Noce, youtubers e consultores digitais, fizeram uma palestra incrível sobre "Branding para creators", onde perguntaram: você já definiu quais são os princípios da sua marca? Você já pensou nos seus "hell yeahs" e "hell nos", no que faria com certeza e no que NÃO faria de jeito nenhum?



E por falar em "Hell No", foi imperdível a apresentação do resultado dos Think Groups, grupos de design thinking que criamos com mediação da Gica Yabu e que contou com a participação de 15 dos maiores representantes do mercado digital. Eles ficaram 3 horas pensando e discutindo sobre hábitos e práticas pra serem abandonados, aqueles erros e vacilos que não acrescentam nada e só emperram o mercado, sabe? A apresentação final rolou em forma de apresentação musical e abaixo você vê a lista resultando desse processo todo:


Falando em coisas pra abandonar, Jeff Harmon, o "Don Draper da Geração Youtube" e nosso convidado internacional, fez uma ótima provocação paras marcas, ao palestrar lindamente sobre como ele cria virais para empresas e converte views em vendas somente investindo em criatividade e deixando de lado estratégias vazias de marketing.

Cara… Isso tudo é só um hightlight do que rolou no evento, não daria pra falar aqui de todas as 35 palestras e debates que aconteceram por lá e dividiram o público de mais de 700 pessoas entre dois palcos.

Uma das coisas especiais do youPIX CON desse ano foi que trouxemos pra agenda as palestras técnicas, relacionadas ao ofício de quem trabalha com mídia e conteúdo digital, mas também trouxemos muito do lado humano, do lado das pessoas. Que é o que, na real, deveria estar no centro de tudo.

É importante discutir estratégia de social, branding, distribuição e outros questões aplicadas? Pra caramba! E a gente teve isso na agenda do evento. Mas acho que dificilmente falar SÓ sobre o que fazemos vai trazer uma evolução tão importante e profunda pro mercado quanto falar sobre o valor que geramos ou deveríamos estar gerando pro mundo.

Por isso, todas as questões do humano, a diversidade, a empatia e o foco nas pessoas tiveram um espaço importante na agenda do youPIX CON. Aprender técnica de social é ferramental, aprender a ouvir o outro é fundamental. E essa é a verdadeira evolução de que o mercado precisa!
Se você quiser navegar com a gente por esse conteúdo tão transformador e participar da construção desse novo mercado, assista as 35 palestras e debates do evento JÁ.

Bia Granja
co-founder do youPIX
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